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Com a saída do professor Paulo Rômulo de Oliveira Frota da UNESC, o Grupo de Pesquisa passa a ter esta nova configuração.

quarta-feira, novembro 23, 2011

II Semana da Ciências e Tecnologia UNESC

Durante a II Semana da Ciências e Tecnologia da UNESC - Criciúma/SC o grupo de pesquisa participou nas modalidades banner, apresentação oral e banner, com a exposição dos seguintes trabalhos:

A acadêmica Soraya S. Luz, Prof. Maristela Giassi, Prof. Miriam C. Martins e Prof. Paulo Rômulo Oliveira Frota, apresentaram a pesquisa: LIMITES PARA TRABALHAR COM O ENSINO DE CIÊNCIAS EM ESCOLAS DA REDE PÚBLICA DO MUNÍCIPIO DE CRICIÚMA - SC.

As acadêmicas Aline C. Santos, Cristini F. Canever e Cynara O Geraldo e Prof. Paulo Rômulo Oliveira Frota, apresentaram a pesquisa: A INFLUÊNCIA DO GÊNERO NA ESCOLHA PROFISSIONAL DE PRÉ-VESTIBULANDO: UM ESTUDO DE CASO NA CIDADE DE CRICIÚMA/SC

A acadêmica Cristini F. Canever e Prof. Paulo Rômulo Oliveira Frota, apresentaram a pesquisa: FORMAÇÃO DO CONCEITO APRENDER NO PARADIGMA HISTÓRICO-CULTURAL.

A acadêmica Aline Felício e Prof. Paulo Rômulo Oliveira Frota, apresentaram a pesquisa: FORMAÇÃO DO CONCEITO ENSINAR NO PARADIGMA HISTÓRICO-CULTURAL.

A mestranda Luciane de Oliveira Silva apresentou o minicurso enfocando Informática na Educação.

A professora Michele Mezzari apresentou um minicurso enfocando os Mapas Conceituais.

PUBLICAÇÕES

As problemáticas que permeiam a realidade mundial evidenciam a necessidade de criar e inovar na adversidade. Unindo essa necessidade à sua missão de promover ensino, pesquisa e extensão para atender as necessidades humanas de forma sistêmica, criativa e sustentável, o Centro Universitário Barriga Verde – Unibave, com apoio da Faculdade de Humanidades e Ciências da Educação da Universidade de Jaén (Espanha), Universidade de Barcelona (Espanha), Universidade de Borås (Suécia), Universidade Nacional de Cuyo (Argentina) e a Universidade Adam Mickiewicz (Polônia), organizaram o V CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO UNIBAVE: “CRIATIVIDADE E INOVAÇÃO”.

A mestranda Susana Mezzari e a prof. Mestre Miriam da Conceição Martins e o prof. Doutor Paulo Rômulo de Oliveira Frota publicaram no V CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO UNIBAVE: “CRIATIVIDADE E INOVAÇÃO”, o artigo:
 
FEIRAS MULTIDISCIPLINARES E O ENSINO DE CIÊNCIAS


Resumo: Desenvolver competências e habilidades é um dos papéis da escola. Assim, veem-se as “Feiras Multidisciplinares” como eventos que possibilitam o desenvolvimento dessas capacidades, além da integração da escola com a comunidade. A revisão bibliográfica que compõe este artigo visa criar um novo olhar sobre o ensino de ciências e as feiras. Nesse processo de ressignificação, os materiais alternativos são utilizados para relacionar teoria e prática, visando o aprendizado significativo e um ensino mais dialógico. A realização das feiras pode resultar, portanto, na ampliação de conhecimentos e da capacidade comunicativa, no crescimento pessoal, nas mudanças de hábitos e atitudes, no desenvolvimento da criticidade e na politização dos participantes.

Palavras-chave: Feiras multidisciplinaridade. Ensino de Ciências.


MAIS UM ARTIGO PUBLICADO PELO GP

A INFLUÊNCIA DO GÊNERO NA ESCOLHA PROFISSIONAL DE PRÉ-VESTIBULANDOS: ESTUDO DE CASO NA CIDADE DE CRICIÚMA/SC

Aline Coêlho dos Santos, Cristini Feltrin Canever, Paulo Rômulo de O. Frotta

Resumo
O presente artigo tratou de identificar se o fator gênero ainda influência nas escolhas profissionais de alunos que estão prestes a fazer o vestibular e já estão com sua escolha de curso definida. Realizamos uma pesquisa com 48 alunos, sendo 25 mulheres e 23 homens, que frequentavam um cursinho pré-vestibular em Criciúma, aplicando um questionário com 24 questões abertas e fechadas, com o intuito de caracterizar nossa população, e tomar conhecimento das escolhas feitas por esses jovens para seu futuro acadêmico e profissional. Dos resultados obtidos, percebemos que ainda, nos dias de hoje, as mulheres procuram cursos com maior aceitação feminina e homens com maior aceitação masculina, e que esses mesmo inconscientemente foram influenciados pela questão do gênero e pelo modelo familiar tradicional que cada um possui.


Os nossos parabéns aos pesquisadores!!!!

XVI ENDIPE

XVI ENDIPE
Encontro Nacional de Didática e Práticas de Ensino

TEMA GERAL:

DIDÁTICA E PRÁTICAS DE ENSINO: COMPROMISSO COM A ESCOLA PÚBLICA, LAICA, GRATUITA E DE QUALIDADE.

XVI ENDIPE

Período: 23 a 26 de julho de 2012
Limite de vagas: 2.500 Vagas.
Local: Faculdade de Educação da UNICAMP. Campinas/SP

A escola, como instituição social, cumpre uma função que lhe é específica, qual seja, a de assegurar a formação educativa escolar para todas as crianças, jovens e adultos do país. Sua trajetória mostra conquistas, como a ampliação do atendimento a quase todas as crianças em idade escolar, ao mesmo tempo em que evidencia enormes problemas, como a sonegação do ensino público, com qualidade, para boa parte da população que nela está inserida.
As políticas educacionais implementadas nos últimos vinte anos acabaram por impor às escolas um excessivo controle, que tem dificultado sua organização a partir de projetos político-pedagógicos próprios e emanados do trabalho coletivo de sua comunidade. Em decorrência, estão perdendo a possibilidade de se recriar frente às novas demandas sociais, padecendo com a imposição curricular praticada em várias redes de ensino, com as múltiplas avaliações externas (que privilegiam resultados em detrimento de processos educacionais), com a precarização e intensificação do trabalho dos professores, entre outros aspectos. Toda essa situação caminha no sentido do esmagamento de possíveis projetos institucionais e pedagógicos com identidade própria, causando o empobrecimento das práticas docentes e a deterioração da qualidade da formação disponibilizada aos alunos.

A escola pública pede socorro!



quarta-feira, novembro 09, 2011

III Congresso Brasileiro deFormação de Professores: O Plano Nacional de Educação 2011-2020 ea Formação de Professores

O Congresso Brasileiro de Formação de Professores foi uma iniciativa da Faculdade Cenecista de Campo Largo que teve início em 2003 e realizado por duas edições. Os dois primeiros eventos foram um sucesso pela quantidade de pesquisadores participantes, estiveram presentes pesquisadores nacionais e internacionais. O Congresso Brasileiro de Formação de Professores é um evento científico da área de formação de professores que tem como objetivo reunir pesquisadores nacionais e internacionais em torno de discussões de pesquisas realizadas sobre a temática do evento. Para a Terceira edição do Congresso pretendemos discutir a questão do Plano Nacional de Educação 2011-2020 e a Formação de Professores.
O Congresso contará com apresentação de trabalhos na forma de apresentação oral e para publicação dos trabalhos apresentados durante teremos os Anais sob a forma de CD contendo os trabalhos completos dos pesquisadores nacionais e internacionais.

ÁREAS TEMÁTICAS:
Políticas Públicas e Formação de Professores
Educação de Jovens e Adultos e Formação de Professores
Educação Especial e Formação de Professores
Educação Infantil e Formação de Professores
Educação Básica e Formação de Professores
Educação Superior e Formação de Professores
Educação à Distância e Formação de Professores

DATAS IMPORTANTES
Início da divulgação do evento: Novembro/2011
Inscrição de trabalhos: Até 15 de junho/2012
Avaliação dos trabalhos: Julho/2012
Data de realização: 15, 16 e 17 de outubro de 2012
 
Público Alvo: Pesquisadoresnacionais oriundos dos principais Programas de Pós-Graduação em Educação doBrasil e também de pesquisadores internacionais (Portugal, Espanha, México,Argentina, Chile)
Equipe organizadora:
Prof MarileiAndrade Skrzypietz Bülow
Prof Alexandre Shigunov Neto
Instituição proponente
Faculdade Cenecista de Campo Largo –FACECLA
Rua Rui Barbosa, 541 – Centro – CampoLargo – PR

Informações adicionais podem ser obtidas pelo site do Congresso
http://www.facecla.com.br/congressoformacaodeprofessores
Agradecemos a atenção e contamos com sua valiosa colaboração!!!

segunda-feira, outubro 31, 2011

EIDE - Participação de um componente do grupo de pesquisa

A aluna do Mestrado do Programa de Pós Graduação em Educação da Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC, Luciane de Oliveira Silva participou da VI  Encontro Iberamericano em Educação (EIDE), que ocorreu do dia 26 ao dia 29 de outubro, em Araraquara- SP.

A aluna assistiu discussões e palestras contextualizadas com as pesquisas que realizaram durante o ano, sendo que a apresentação dos trabalho: A UTILIZAÇÃO DE BLOGS NO CONTEXTO PEDAGÓGICO, com a colaboração da Prof. Miriam da Conceição Martins e Prof. Paulo Rômulo de Oliveira Frota - .que resultou em depoimentos incríveis.



domingo, outubro 16, 2011

Feliz dia do Professor

Este é um dia de reflexão tanto de educadores quento de aprendizes... é a oportunidade ideal para agradecer por tudo aquilo que o professor pode fazer em sala de aula, por tudo o que pode ensinar e, também, por tudo que sua postura séria, honesta e ética pode representar na vida de um aluno.

A vida de um educador sempre é bastante complicada, com tantas coisas a ensinar, com tantas provas a corrigir, com toda a preocupação em saber se os seus ensinamentos foram assimilados...  na verdade são poucas as profissões que exijam tanto de alguém como o magistério, pois a tarefa do professor não termina quando o sinal escolar bate e indica o fim da aula.
Muitas vezes seu esforço e a sua dedicação não são reconhecidos.
Porém, parece que no dia do professor a maioria das pessoas reflete sobre seu papel e quanto é funcamental para a formação do cidadão como pessoa e como profissional.
Todos sabem que a vida do professor é cheia de muito trabalho, muito estresse, pouco respeito e pouco dinheiro... mas um dia, quem sabe finalmente, o mundo saberá reconhecer o valor das suas palavras, da sua abnegada dedicação, do seu árduo, nobre e sagrado trabalho.
Dessa forma, precisamos amar nossa profissão e por meio dela conquistar a consciencia, reconhecimento e o respeito que merecemos.
Feliz dia dos professores...


Nossa admiração e gratidão, a todos os professores e a equipe GPPRF UNESC

terça-feira, outubro 11, 2011

Mestrado em Educação UNESC

Mestrado em Educação UNESC


A Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão da Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC recebeu mais de 60 inscrições para o processo de seleção e admissão ao Programa de Pós-Graduação em Educação, no curso de Mestrado.


sexta-feira, setembro 30, 2011

II CONGRESSO INTERNACIONAL DA RIAICES


A Red Iberoamericana de Investigación sobre la Calidad de la Educación Superior – RIAICES convida pesquisadores e estudantes para seu 2º Congresso Internacional, a realizar-se nos dias 20, 21 e 22 de março de 2012, no Centro Universitário La Salle – Canoas, RS.

Datas importantes


01/06/2011 a 30/09/2011 – Submissão de trabalhos (Inscrições)

16/12/2011 – Data Limite para pagamento dos Trabalhos aceitos

02/01/2012 a 10/03/2012 - Inscrição sem apresentação de trabalho (ouvinte).

quinta-feira, setembro 29, 2011

Sugestões de Leitura

Livros: Tema Universidade


BERNHEIM, Carlos Tünnermann. Noventa Años de La reforma universitária de Córdoba: 1918-2008. 1ed. Buenos Aires: Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales – CLACSO, 2008. (ISBN 978-987-1543-03-8)

CUNHA, Luiz Antônio. A universidade crítica. 2 ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1989

CUNHA, Luiz Antônio. A universidade reformada. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1988.

FÁVERO, Maria de Lourdes Albuquerque. BRITTO, Jader de Medeiros (orgs.). Durmeval Trigueiro Mendes: Ensaios sobre educação e universidade. Brasília: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, 2006. (ISBN 85-86260-29-0)

FÁVERO, Maria de Lourdes Albuquerque. BRITTO, Jader de Medeiros (orgs.). Educação e Universidade: Anísio Teixeira. Rio de Janeiro: UFRJ, 1998. (ISBN 85-86043-03-6)

LAMARRA, Norberto Fernández (compilador). Universidad, sociedad e innovación: uma perspectiva internacinal. Caseros: Universidade Nacional Tres de Febrero, 2009 (ISBN 978-987-1172-43-6)

PANIZZI, Wrana Maria (org.). Universidade: um lugar for a do poder. Porto Alegre: UFRGS, 2002. (ISBN 85-7025-638-8)

SADER, Emir; ABOITES, Hugo; GENTILI, Pablo. La reforma universitaria: Desafíos y perspectivas noventa años después. 1ed. Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales – CLACSO, 2008.

SANTOS, Boaventura de Sousa. A universidade no século XXI: para uma reforma democrática e emancipatória da Universidade. 3 ed. São Paulo: Cortez, 2010. (ISBN 978-85-249-1606-9)

SANTOS, Boaventura de Sousa. ALMEIDA FILHO, Naomar. A Universidade do século XXI: para uma universidade nova. Coimbra: Almedina, 2008

SGUISSARDI, Valdemar. SILVA JUNIOR, João dos Reis. Trabalho intensificado nas federais: pós-graduação e produtivismo acadêmico. São Paulo: Xamã, 2009. (ISBN 978-85-7587-121-8)

SGUISSARDI, Valdemar. Universidade Brasileira do século XXI: desafios do presente. São Paulo: Cortez, 2009 (ISBN 978-85-249-1526-0)

Livros: Tema Educação Superior

BRASIL, Walterlina (org.). Educação Superior e Desenvolvimento: Contextos e abordagens. 1 ed. Curitiba: Editora CRV, 2009. (ISBN 978-85-62480-52-2)

COUTINHO, Carlos Nelson. Contra a corrente: Ensaios sobre democracia e socialismo. São Paulo: Cortez, 2000. (ISBN 85-249-0737-1)

DOURADO, Luiz Fernandes, CATANI, Afrânio Mendes, OLIVEIRA, João Ferreira (orgs.). Políticas e gestão da educação superior: Transformações recentes e debates atuais. São Paulo: Xamã; Goiânia: Alternativa, 2003 (ISBN 85-7587-013-0

LAMARRA, Norberto Fernández. Educación superior y calidad em América Latina y Argentina: Los procesos de evaluación y acreditación. Caseros: Universidad Nacional de Tres de Febrero, 2007. (ISBN 978-987-1172-18-4)

LIMA, Kátia. Contra-reforma na educação superior: de FHC a Lula. São Paulo: Xamã, 2007 (ISBN 978-85-7587-081-5)

MANCEBO, Deise. SILVA JUNIOR. João dos Reis. OLIVEIRA, João Ferreria (orgs.). Reformas e Políticas: educação superior e pós graduação no Brasil. Campinas: Alínea, 2008

RIBEIRO, Maria das Graças M. Educação Superior Brasileira: reforma e diversificação institucional. Bragança Paulista: EDUSF, 2002 (ISBN 85-86965-32-4)

ROMÃO, José Eustáquio. MONFREDINI, Ivanise (orgs.). Prometeu Desencantado: Educação Superior na Ibero-America. Brasília: Líber Livro, 2009. (ISBN 978-85-8963-011-8)

ROSSATO, Ermelio. A expansão do ensino superior no Brasil: do domínio público à privatização. Passo Fundo: Editora Universidade de Passo Fundo, 2006 (ISBN 85-7515-334-X)

ROSSATO, Ermelio. Modelos da universidade brasileira (1920-1968). Santa Maria: Biblos, 2008. (ISBN 978-85-7782-043-6)

SEGRERA, Francisco López. Escenarios mundiales de la educación superior: análisis global y estúdios de casos. Buenos Aires: Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales: CLACSO, 2006 (ISBN 987-1183-61-5)

SILVA, Neide de Melo Aguiar, RAUSCH, Rita Buzzi, MENEGHEL, Stela Maria (orgs.). Formação Docente: uma reflexão a partir dos 40 anos de história do Centro de Ciências da Educação da FURB. Blumenau: Edifurb, 2009. (ISBN 978-85-7114-283-1)

SILVA, Neide de Melo Aguiar, RAUSCH, Rita Buzzi. Extensão Universitária: movimentos de aproximação entre sociedade e universidade. Blumenau: Edifurb, 2010. (ISBN: 978-85-7114-295-4)

SIQUEIRA, Ângela C. NEVES, Lúcia Maria W. (orgs.). Educação Superior: uma reforma em processo. São Paulo: Xamã, 2006. (ISBN 85-7587-058-0)

TEODORO, António (org.) A educação Superior no espaço iberoamericano: do elitismo a transnacionalização. Lisboa: Edições Universitárias Lusófonas, 2010. (ISBN 978-972-8881-78-8)

VASCONSCELOS, Helena Corrêa. Múltiplos olhares sobre educação superior: a pesquisa como fio condutor. Belém: UFPA/ Centro de educação, 2001. (ISBN 85-247-0223-0)

quarta-feira, setembro 14, 2011

PESQUISA PARTICIPATIVA

 A pedido do Prof. Dr. Paulo Rômulo de Oliveira Frota (Orientador - UNESC), a Profa. Dra. Neide Cavalcante Guedes (UFPI) APRESENTOU O CURSO: PESQUISA PARTICIPATIVA, nos dias 28, 29 e 30 de junho, NO BLOCO P, NAS DEPENDÊNCIAS DA UNESC. FOI UM GRANDE SUCESSO!



Dissertação apresentada com destaque.

O Programa de Pós-Graduação em Educação parabeniza a agora Mestre Lurdes Rosa Spiazzi Fabris, pela brilhante apresentação de sua dissertação no dia 27/6/2011 as 14h no Bloco “P” sala 15, intitulada:


“A Satisfação do Egresso de Direito da UNESC – Criciúma/SC, sobre a Prática Jurídica nas Casas da Cidadania: Uma Análise do Processo Ensino-Aprendizagem”

O curso de Direito no Brasil foi projetado em meados do século XIX. Desde então, as relações de ensino aprendizagem em Direito têm sofrido muitas alterações. Assim, o presente estudo visa servir de subsídio às reflexões sobre a prática pedagógica no curso de Direito, bem como a validade do processo ensino-aprendizagem oferecido no estágio nas Casas da Cidadania, e a qualidade da formação do currículo acadêmico. Investiga-se aqui qual a satisfação dos egressos, formados entre 2008 e 2009, do curso de Direito da Universidade do Extremo Sul Catarinense / UNESC / Criciúma/SC, acerca do processo ensino-aprendizagem, desenvolvido sob a forma de prática jurídica, nas Casas da Cidadania. A pesquisa foi realizada com a aplicação de um questionário com perguntas abertas a egressos, formados entre 2008 e 2009, e resultou em diversas sugestões para a melhoria do processo ensino-aprendizagem. Como resultado relevante da pesquisa, observou-se que existe certo descontentamento e insatisfação dos acadêmicos formados neste período, pois durante a formação almejam muitas expectativas em relação a prática jurídica. Observa-se que o ensino de Direito no Brasil precisa rever os conceitos de ensinar e aprender, buscando a qualidade de ensino resultando no desenvolvimento da aprendizagem significativa e ampliando a valorização da prática em estágios curriculares nas Casas da Cidadania, localizadas nos diferentes municípios do Estado de Santa Catarina para a formação e transformação acadêmica.
Palavras-chave: Educação, Ensino de Direito, Educação e qualidade.

SUCESSO NA DEFESA DA DISSERTAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Educação - UNESC, parabeniza a agora Mestre Samanda Torquato pela belissima Defesa Pública de sua Dissertação, que ocorreu no ultimo dia 13/9/2011, as 9h no Bloco “P” sala 29. Cujo título era:
“Formação em Economia e o Mercado de Trabalho”




Banca Examinadora: Prof. Dr. Paulo Rômulo de Oliveira Frota (Orientador-UNESC)
Prof. Dr. Alex Sander da Silva (Membro – UNESC)
Prof. Dr. Christian Muleka Mwewa (Membro – UNISUL)
RESUMO As perspectivas da educação no país condicionam sua história às demandas e aos interesses de mercado, que contribuem para influenciar na procura por qualificação profissional baseada na teoria do Capital Humano. Diante deste cenário, o tema problematizante analisado nesta pesquisa, está co-relacionado às perspectivas dos alunos do curso de economia da UNESC frente ao mercado de trabalho, bem como verificar o movimento presente do mercado no momento de absorver a demanda acadêmica, à efetiva atuação e valorização destes formados do curso de economia da UNESC. Por meio dos formados do curso de economia da UNESC, este estudo tem como objetivo, identificar se o investimento em capital humano influenciou os formados na sua inserção e/ou permanência no mercado de trabalho e também, se esse investimento ajudou-os em obter aumento de renda futura e melhor qualidade de vida, conforme aborda a Teoria do Capital Humano. A pesquisa foi efetuada na Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC, inserida na cidade de Criciúma a 196 km de Florianópolis. A amostra contou com a participação de trinta (30) alunos formados entre 2004/1 a 2009/2. Na pesquisa foram explicitadas relações existentes entre o mercado de trabalho e os acadêmicos do curso de economia da UNESC/SC, onde se constatou por meio da analise e reflexão frente aos dados que a formados não estão atuando na área da economia. Apontam dentre outras, a falta de oferta de trabalho na região e deficiências encontradas entre a teoria e prática desenvolvida pelo curso de economia. A apropriação dessas relações fundamentadas em procedimentos teóricos/ metodológicos de conteúdos quantitativos permitiu discutir, o mercado de trabalho sob a ótica do capital humano.

Palavras-chave: Capital Humano; Educação; Mercado de trabalho.


segunda-feira, setembro 05, 2011

III COLÓQUIO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO e I SEMINÁRIO DE PESQUISA SOBRE INDICADORES DE QUALIDADE DO ENSINO FUNDAMENTAL

De 28 a 30 de novembro de 2011
na Unoesc / Campus de Joaçaba
 

Desafios da Qualidade da Educação nesta década – Qual qualidade?


OBJETIVO

Analisar questões atinentes ao tema do evento, com vistas a contribuir para a reflexão acerca das políticas públicas, da gestão educacional e das práticas pedagógicas da educação básica nesta década no contexto dos diferentes significados e interpretações do termo qualidade.

EIXO TEMÁTICOS

1. Estado e políticas públicas de educação

Papel do Estado na garantia do direito à educação de qualidade. Reformas educacionais e influência de organismos internacionais. Avaliação e regulação da educação nacional. Organização da educação nacional, sistema nacional e Plano Nacional de Educação. Financiamento da educação e controle social.

2. Formação e valorização dos profissionais da educação

Políticas de formação e de valorização profissionais da educação. Formação inicial e continuada de professores. Formação específica e formação pedagógica. Condições de trabalho, valorização, carreira e remuneração dos profissionais da educação.

3. Organização e gestão da educação básica

Indicadores de qualidade da educação básica. Projeto político-pedagógico, organização curricular e práticas educativas. Planejamento e avaliação institucional. Gestão democrática da escola.

4. Organização e gestão da educação superior

Educação superior e sociedade. Qualidade da educação superior. Planejamento, expansão, financiamento e avaliação da educação superior. Avaliação e regulação na educação superior. Educação superior e autonomia universitária. Planejamento e avaliação institucional.

5. Educação, diversidade e justiça social

Educação, emancipação e participação popular. Educação e trabalho no capitalismo contemporâneo. Educação e relações étnico-raciais, cultura afro-brasileira e educação indígena. Educação de jovens e adultos, educação especial e inclusão social. Educação, meio ambiente e sustentabilidade.

6. Processos do Ensino e da Aprendizagem

Saberes e fazeres docentes. Educação e linguagem. Metodologias de ensino e avaliação da aprendizagem. Relação professor-aluno. Questões contemporâneas de currículo. Educação e as Tecnologias de Informação e Comunicação.
 
PRAZOS
 
Inscrições: Até 15 de novembro de 2011
Submissão de trabalhos (ensaios, resultados de pesquisas e relatos de experiências educacionais) ao Comitê Científico: De 22 de agosto a 02 de outubro de 2011
Publicação do resultado dos trabalhos aprovados pelo Comitê Científico: Dia 19 de outubro de 2011
Realização do Evento: De 28 a 30 de novembro de 2011

quarta-feira, agosto 24, 2011

Conceito de Avaliação Processual: um estudo de caso na Unidade Acadêmica de ciencias Sociais Aplicadas

Robinalva Borges Ferreira (Universidade do Extremo Sul Catarinense - SC)
Paulo Rômulo de Oliveira Frota (Universidade do Extremo Sul Catarinense -SC)

A complexidade do processo de aprendizagem, com a qual muitos professores da educação superior se deparam, é ampliada com a avaliação, que faz a inter-relação com os objetivos, conteúdos e metodologia. O campo estabelecido para o presente estudo foi a avaliação processual realizada por professores da Unidade Acadêmica de Ciências Sociais Aplicadas - UNA CSA da Universidade do Extremo Sul Catarinense – Unesc, uma universidade comunitária situada em Criciúma - SC. Com o objetivo de verificar como os professores internalizam o conceito de avaliação processual e suas relações com o ensino e aprendizagem, montamos um estudo de caso, utilizando como instrumento de coleta de dados a entrevista com 10 professores da UNA CSA. Como resultado principal podemos apontar que os conceitos de avaliação processual apresentados pela amostra não demonstram os atributos necessários para que sejam classificados como conceitos científicos.

Palavras-chave: Avaliação processual. Conceitos. Educação superior.

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Atualmente, em nosso país, muito se fala sobre diretrizes curriculares, documentos institucionais, formação continuada, projeto pedagógico e avaliação. No entanto, parece que estas discussões nem sempre são incorporadas no trabalho docente, de forma que possam ressignificar o processo de ensinar, aprender e avaliar.

A complexidade do processo de aprendizagem, com a qual muitos professores da educação superior se deparam, é ampliada com a avaliação, que faz a inter-relação entre os objetivos, conteúdos e metodologia. Há, ainda, a predominância de uma visão hegemônica de avaliação que supervaloriza o produto em detrimento do processo.

Portanto, é necessária a superação da educação tradicional, em que a função do professor é o transmitir conteúdos prontos e acabados e a do aluno é reproduzi-los. É necessário superar a visão de avaliação classificatória, com função de notificar, classificar, selecionar, classificar, excluir e punir. (SILVA, 2004).

Este autor coloca que poderemos superar a avaliação classificatória com a avaliação formativa, a qual denominaremos de processual, que objetiva acompanhar de forma interativa e regular se os objetivos pedagógicos estão sendo atingidos, possibilitando informações sobre o trabalho docente e o percurso da aprendizagem discente, corrigindo os desvios de ambos.

Seus principais pressupostos, de acordo com o que foi estabelecido na Reforma Administrativa da Unesc, são: sobreposição dos processos sobre os produtos de aprendizagens; fornecer informações globais sobre os fatores que afetam os processos de aprendizagens e a diferenciação dos processos avaliativos de acordo com as necessidades e imperativos do contexto socioeducacional dos discentes, dos conteúdos e dos objetivos curriculares. As bases epistemológicas e pedagógicas estão presentes no Projeto Político

Pedagógico da instituição de ensino, podem romper com procedimentos padronizados.O sistema avaliativo deixa de ser pontual, classificatório e excludente, adotando uma postura de acompanhamento mais individualizado e participativo por parte do aluno. A função principal da avaliação processual é aprimorar o processo de aprendizagem e ampliar a probabilidade de que todos os estudantes aprendam. A avaliação é considerada como um dos elementos que possibilita a retroalimentação e a melhoria dos processos de ensino e de aprendizagem.

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Neste sentido, apontamos o objetivo do estudo: analisar a internalização do conceito de avaliação processual externados pelos professores da UNA CSA da Unesc, após três semestres de implantação do novo sistema de avaliação nos cursos de graduação da Unesc.

Justificamos este estudo pela carência de produção científica sobre a temática avaliação no processo ensino/aprendizagem, em nível superior. Predominam estudos e pesquisas sobre avaliação na educação básica.

Percebemos que alguns estudos estão sendo feitos sobre avaliação na educação superior, mas é necessário que sejam ampliados, possibilitando novas reflexões acerca da temática. A emergência da pedagogia universitária nos tem indicado o quanto ainda precisamos investir nas pesquisas neste campo. E ainda, este será o primeiro estudo após a implantação do novo sistema avaliativo da instituição.

A avaliação dos estudantes universitários está inserida no processo educativo, como instrumento da aprendizagem, não como atividade que busque somente a certificação, promoção ou aprovação, portanto, procura acompanhar o percurso dos estudantes em busca do alcance dos objetivos educacionais. (COIMBRA, 2002).

O autor destaca que a avaliação definida como instrumento do aprendizado apresentase com pressupostos e características intimamente ligados aos objetivos educacionais e à missão da universidade, expressados pela natureza social e pela função socializadora da educação, com uma das razões de promover o desenvolvimento humano.

Demo (2009) chama a atenção para um ensino ainda muito instrucionista, o qual fala que é condenado por razões pedagógicas e biológicas, pois o ser vivo não pode ser instruído e sim educado. As aulas são reprodutivas, informações repassadas, para serem armazenadas e reproduzidas na prova, dois procedimentos muito secundários, que poderíamos dizer não mais adequados para o contexto atual de uma sociedade tão dinâmica.

Portanto, a aula poderia ser planejada com o objetivo de envolver o acadêmico, provocar questionamentos, elaboração de projetos, argumentos, fundamentos, para que ele construa e reconstrua o conhecimento e sua autonomia, sendo um cidadão com história própria.

Por consequência a avaliação, nesta perspectiva de ensino e aprendizagem, está voltada para a qualidade formal e política, para acompanharmos até que ponto os acadêmicos manejam conhecimento e até que ponto sabem o que fazer com tal conhecimento. Por serem duas coisas imbricadas, à medida que o acadêmico aprende a pensar, argumentar, questionar, contra-argumentar, escutar com atenção, responder com elegância e profundidade, igualmente construindo conhecimento e sua cidadania.

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Nesse sentido, redefine-se a função do professor, em vez de ser alguém treinado para ensinar, para ser um eterno aprendiz, ou seja, para que um acadêmico pesquise e elabore e torne-se autônomo e criativo, precisa de um professor também com estas qualidades.

Demo ressalta que não basta dar aula, é preciso acompanhar todos os dias se os acadêmicos estão aprendendo. A avaliação então é um procedimento essencial nesse processo.

Cabe a reflexão do professor em qual binômio se encontra: aula reprodutiva e prova, ou seja, aula tradicional e avaliação tradicional, ou aula operatória e avaliação processual, ou seja, aulas em que o professor cuida da aprendizagem do acadêmico, provocando-o a aprender a pensar e a construir o conhecimento, acompanhando por meio da avaliação processual.

Conceber a avaliação como um dos componentes do trabalho docente é uma forma de consolidar um novo paradigma para a formação universitária, tendo em vista que melhorar os processos de avaliação não é suficiente para dar conta do processo complexo de ensinar e aprender em tempos de incertezas. É preciso também discutir as condições de trabalho objetivas oferecidas aos docentes para superarem os modelos concebidos que conspiram contra uma organização curricular integrada.

A avaliação percorre todas as etapas do ensino, e se materializa em várias atividades desenvolvidas pelo professor e pelos alunos. A avaliação processual é sistemática e contínua, no sentido da obtenção de informações e manifestações acerca do desenvolvimento das atividades docentes e discentes.

É a avaliação processual que a Unesc pensa ser a mais adequada neste momento, para contribuir com o processo de ensino e aprendizagem, possibilitando que professor e acadêmico reflitam sobre estes processos e sobre suas atitudes, objetivando identificar avanços e dificuldades para que sejam superadas. Sendo a aprendizagem um processo dinâmico e contínuo, o feedback também segue este caminho, retornando as informações e possibilitando o aperfeiçoamento do processo.

Ao se planejar uma avaliação, ela deve ser pensada e atender a alguns objetivos,

portanto, apontamos as funções que deve cumprir um processo avaliativo de acordo com

Libâneo (1994), que destaca três funções da avaliação: a função pedagógico-didática, que se refere aos objetivos gerais e específicos, bem como os meios para atingi-los, pois estes constituem um ponto de partida, e os critérios e procedimentos avaliativos. A função diagnóstica: essa função permeia todas as fases do ensino, possibilitando o cumprimento da primeira função citada. Portanto, se refere à análise sistemática das ações do professor e dos alunos, visando detectar os avanços e desvios do trabalho docente em relação aos objetivos, conteúdos e métodos. E por último, a função de controle, que se refere à comprovação e

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qualificação sistemática dos resultados da aprendizagem dos alunos, face ao proposto pelo professor. Portanto, são expressos juízos de valor, por meio dos dados coletados, que são convertidos em notas ou conceitos.

A avaliação deve ser orientadora da aprendizagem, em que o ensino e a avaliação caminham juntos. A avaliação na educação superior poderia ser formativa e comprometida com a melhoria das condições de ensino/aprendizagem, promovendo a autonomia e o desenvolvimento dos envolvidos, evitando a continuação da exclusão, competição e controle. Há muito que se construir na avaliação universitária e o começo poderia ser o desconstruir de que esta é fenômeno técnico e desinteressado. Um dos cuidados que o professor universitário deverá ter é diversificar os instrumentos avaliativos, no sentido de acompanhar o processo de aprendizagem, oportunizando diferentes formas de linguagem, como painel integrado; prova escrita dissertativa, que poderá ser individual, em dupla, sem consulta e com consulta com o colega, nos livros, na internet, na sala de aula, na biblioteca e no laboratório de informática; observação; diário reflexivo; portifólio; trabalho monográfico; seminário; entrevista; conselhode turma e autoavaliação. (MENDES, 2005).

Gil (2008) chama a atenção para as técnicas de avaliação utilizadas pelos professores, que devem ser selecionadas após a elaboração do planejamento, estabelecimento de conteúdos, metodologias e principalmente de objetivos.

Implantação da avaliação processual

A Universidade do Extremo Sul Catarinense - Unesc está implantando a reforma acadêmico-administrativa desde 2005, quando da aprovação do novo estatuto da mantenedorae do novo regimento da instituição. Incluso, nas várias mudanças, no regimento institucional está a implantação da avaliação processual no segundo semestre de 2007, previsto nos artigos 86 a 91, em que a principal mudança é a não-realização da quarta avaliação, ou prova final ou provão, termos estes utilizados na academia. Esta mudança no sistema avaliativo teve como base o Projeto Político Pedagógico da instituição, que desde sua construção, em 2001, apontava para uma avaliação processual, dinâmica, inclusiva.

O regimento geral da instituição aponta algumas atribuições do docente referente à avaliação processual: 1) organização do processo avaliativo e do registro dos resultados e da freqüência dos acadêmicos; 2) participar da definição dos procedimentos de avaliação, no

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Colegiado do curso; 3) diversificar os instrumentos de avaliação da aprendizagem; 4) analisar,discutir e registrar os resultados da avaliação; 5) oportunizar recuperação dos conteúdos aos acadêmicos durante o semestre letivo.

O docente também deverá efetivar, no mínimo, 03 (três) avaliações, sendo, pelo menos, 02 (duas) individuais, e é assegurada a informação do resultado, o direito à devolução de cada avaliação, antes da realização da avaliação seguinte; para fins de registro, as avaliações serão expressas em resultados numéricos de 0,0 (zero) a 10,0 (dez), e no resultado final a nota será expressa com 02 (duas) casas decimais após a vírgula e serão aprovados os acadêmicos que obtiverem, no final do período letivo, média aritmética das notas igual ou superior a 6,0 (seis) e frequência mínima de 75% (setenta e cinco por cento).

Nas disposições transitórias, referentes à avaliação processual, consta que o prazo para a implantação seria o 2º semestre/2007 e que a avaliação do desempenho escolar proposta no Regimento será implementada, acompanhada e avaliada durante 01 (um) ano letivo, asseguradas as condições necessárias para sua realização, depois deste período será reavaliada. (UNESC, 2009).

Foi acordado que no novo sistema de avaliação se mantivesse os seguintes princípios da avaliação anterior: diversificação de instrumentos avaliativos e possibilidade de recuperação de conteúdos, isto porque eles não eram convenientemente empregados e por consequência não eram também avaliados.

As duas principais mudanças no novo sistema de avaliação foram a retirada da prova final, ou quarta avaliação, também chamado de provão, e a alteração para 6,0 da média final para aprovação. No sistema anterior o acadêmico era aprovado com média 7,0 ou com média 5,0, após prestar a prova final.

Estas modificações se justificam pelo fato de que no sistema de avaliação processual tanto o desempenho do acadêmico quanto do professor é analisado; a correção de tarefas serve para analisar e acompanhar o acadêmico nas atividades de aprendizagem/avaliação, pela possibilidade do acadêmico realizar a recuperação, reelaborando hipóteses, aprofundando conhecimentos, refletindo sobre sua aprendizagem.

O conceito de Hoffmann (2003) nos auxilia no entendimento da avaliação processual: avaliação é um processo dialógico e cooperativo por meio do qual educandos e educadores aprendem sobre si mesmos no ato próprio da avaliação.

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Procuramos dialogar com os autores para compreendermos a elaboração conceitual, possibilitando posterior análise desta por professores da UNA CSA da Unesc, referente à AP, sistema este adotado pela instituição a partir do segundo semestre de 2007.

Os conceitos, de modo geral, podem ser compreendidos como um sistema de relações e generalizações determinadas por um processo histórico. (VYGOTSKY, 1993)

Na teoria histórico-cultural entendemos os conceitos não como entidades isoladas, mas

como elementos de um sistema complexo de inter-relações, e podemos distinguir três nuances

da ideia de conceitos: uma primeira mudança qualitativa ocorre dos animais para os seres

humanos, principalmente pela fala: correspondente ao primeiro aparecimento da linguagem (e

dos conceitos) na filogênese; uma segunda mudança qualitativa é quando da transição do

modo situacional para o abstrato, relacionado com os diferentes tipos de conceitos que

aparecem no desenvolvimento ontogenético e resultado do envolvimento do sujeito em

atividades culturais.

Esta segunda mudança pode distinguir os adultos das crianças e os diferentes membros

de grupos culturais. A terceira mudança qualitativa como efeito de práticas culturais se

relaciona com processos metacognitivos em que a investigação sobre a natureza dos próprios

conceitos promove um novo afastamento em relação ao mundo da experiência.

Esta última mudança pode estar relacionada à alfabetização, escolarização e ao

desenvolvimento científico. (OLIVEIRA, 1999).

A autora coloca que na história das investigações sobre conceitos podemos identificar

diferentes concepções a respeito de sua natureza. Na concepção clássica, que prevaleceu na

literatura desde Aristóteles até o início da década de 1970, o conceito podia ser descrito como

“uma espécie de lista de propriedades necessárias e suficientes que o definiriam e podia ser

incluído numa hierarquia de classes e subclasses basicamente equivalentes a taxonomias

científicas”. (OLIVEIRA, 1999, p. 58).

Os experimentos de Vygotsky estão em consonância com esta concepção, pois

utilizavam conjunto de objetos, blocos de madeira e cartões, que se diferenciavam pelo

número significativo de atributos. A tarefa do sujeito era descobrir os atributos de cada

conceito.

Na concepção teórica, “os conceitos não são atividades isoladas na mente do sujeito,

mas estão organizados em algum tipo de todo estruturado, uma rede de significados, em que

há relação entre os elementos”. (OLIVEIRA, 1999, p. 59).

Os conceitos são partes de uma teoria, seja ela teoria científica ou estrutura cognitiva

do senso comum. Assim percebemos que esta abordagem representa melhor a complexidade

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da organização conceitual da mente humana tendo em vista as relações e estruturas, sendo

aplicável a todas as espécies de conceitos.

Para Vygotsky (1993), a palavra é um meio para a formação do conceito, é um

elemento de constante mudança na estrutura psicológica e as associações entre as palavras

provocam a reorganização conceitual.

Também importante para entendimento da complexidade da estrutura conceitual é o

postulado vigotskyano referente “a conexão entre pensamento e as dimensões motivacionais

do funcionamento psicológico”. (OLIVEIRA, 1999, p. 60).

A autora diz que a organização conceitual é um conjunto flexível de significados,

aberto a uma reestruturação constante com base em situações interpessoais que provocam a

reflexão.

Portanto, os postulados de Vygotsky (1993) sobre o desenvolvimento de conceitos

científicos têm implicações relevantes na psicologia e na educação.

Apresentamos a distinção que Vygotsky fez entre conceito espontâneo ou cotidiano e

conceito científico. O conceito cotidiano (adotaremos esta nomenclatura) é definido pelos

termos de propriedades perceptivas, funcionais ou contextuais da pessoa. Ao passo que o

conceito científico está relacionado a outros conceitos científicos, ou seja, a um sistema de

conceitos, em que a relação do conceito científico com um objeto é mediada por outro

conceito científico.

Sendo assim, o desenvolvimento das funções psicológicas superiores, por meio de

uma aprendizagem, desenvolve um sistema de conceitos e a mediação destes. Exemplificam

os dois tipos de conceitos com a aprendizagem de uma segunda língua na escola (conceito

científico) e o desenvolvimento da língua nativa (conceito cotidiano) ou ainda da

aprendizagem da língua escrita na escola e a linguagem oral em casa, conceitos também

diferentes, pois o científico inicia com procedimentos analíticos e o cotidiano com

experiências concretas do cotidiano da pessoa.

Os conceitos cotidiano e científico têm histórias diferentes, que podem estar refletidas

nas formas com que usamos ou expressamos o conhecimento.

Vygotsky (1993) enfatizou o complexo inter-relacionamento entre os dois processos e

assim destaca a importância do papel dos conceitos transitórios ou intermediários, apesar de

poucas pesquisas feitas para explorá-los, mas aponta que não há um único estágio

intermediário, devido às experiências culturais e familiares que contribuem para a forma com

que os dois tipos de conceitos são elaborados conjuntamente nas diferentes fases do

desenvolvimento.

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Metodologia

A pesquisa foi desenvolvida por meio de um estudo de caso, que no âmbito educativo

pode ser definido como “um processo que tenta descrever e analisar algo em termos

complexos e compreensivos, que se desenvolve durante um período de tempo”. (MOLINA

NETO, 2004, p. 96).

A abordagem foi qualitativa, pois analisamos as falas dos professores e classificamos

em unidades de análise.

“O estudo qualitativo ocorre numa situação natural, é rico em dados descritivos, tem

um plano aberto e flexível e focaliza a realidade de forma complexa e contextualizada”.

(LUDKE e ANDRÉ, 2003, p.18).

A amostra foi constituída por 10 professores, dois de cada curso, alocados na UNA

CSA, escolhidos por sorteio, a partir da listagem retirada do sistema acadêmico, ou seja, o

sistema informatizado da instituição, a que os setores têm acesso.

A coleta de dados foi realizada por meio de uma entrevista semiestruturada com 10

professores selecionados, que assinaram o termo de consentimento informado. Utilizamos um

gravador digital, Digital Voice Recorder - DVR – 860BK, para gravar as entrevistas. Os

arquivos foram salvos no computador, facilitando a transcrição. Também fizemos anotações,

durante as entrevistas, dos principais aspectos de cada resposta do entrevistado.

Para analisarmos os dados da pesquisa utilizamos análise de conteúdo, que de acordo

com Bardin (2006, p. 37) é:

Um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter, por

procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens,

indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos

relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) destas mensagens.

A análise do conteúdo é um método empírico, mas nada pronto e acabado. Apesar das

regras básicas a serem seguidas, cada analista ou arqueólogo, como diz a autora, baseado nos

objetivos da pesquisa, organiza e reinventa as dimensões ou unidades de análise. Procuramos

então buscar o significado das palavras emitidas nas respostas das perguntas da entrevista.

O corpus da pesquisa foi construído a partir das entrevistas com dez professores da

UNA CSA da Unesc.

Inicialmente realizamos a leitura flutuante, aberta e reflexiva, observando todas as

respostas no sentido de identificar semelhanças e diferenças, pensando algumas hipóteses a

partir dos índices presentes. A partir desta pré-análise foi possível pensar algumas unidades de

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análise.

Posteriormente organizamos cada pergunta agrupando todas as respostas para fazer a

segunda leitura com mais profundidade de análise, possibilitando a exploração do material.

Portanto, os dados brutos foram agregados em unidades, que permitem uma descrição

das características pertinentes ao conteúdo. As unidades foram as temáticas gerais que

apareceram em cada pergunta. Passamos então para a última etapa, a do tratamento dos

resultados obtidos e interpretação.

Seguindo os preceitos da autora, entre a descrição, ou seja, a enumeração resumida das

características contidas nas respostas dos entrevistados, e a interpretação, considerada a

significação concedida a estas características, existe um procedimento intermediário, que é a

inferência, possibilitando a passagem de uma para a outra.

A inferência é considerada uma característica fundante da análise do conteúdo, e trata

das deduções lógicas, ou seja, das conexões que poderemos realizar com o material coletado.

Nuances da avaliação processual: conceitos e contextos

Quanto à formação de conceitos trazemos a contribuição de Vygotsky (1993), dizendo

que é o resultado de uma atividade complexa em que todas as funções intelectuais básicas

fazem parte, como atenção deliberada, memória lógica, abstração, capacidade para comparar e

diferenciar, entre outras. O processo depende da associação, atenção, formação de imagens,

inferências e tendências dominantes, desenvolvidas por meio do uso do signo e da palavra,

pelos quais conduzimos as operações mentais, controlamos os seus cursos e canalizamos em

direção à solução do problema que enfrentamos.

Segundo o autor, a formação de conceitos é considerada como uma função do

crescimento social e cultural global, afetado tanto pelo conteúdo como pelo método de seu

raciocínio.

Os conceitos são constituídos também por atributos essenciais que são comuns a uma

determinada categoria de objetos, eventos ou fenômenos, ou seja, são características comuns

que podem ser designadas por uma palavra, ou ainda um termo que expressa o significado de

uma palavra, fazendo a distinção daquele objeto ou classe de outro.

Luckesi (2001, p. 86) também nos traz o conceito de “conceito” dizendo que “é uma

formulação abstrata que configura, no pensamento, as determinações de um objeto ou

fenômeno”.

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Retomamos as entrevistas com 10 professores, para identificar os conceitos expressos

nos seus discursos. Percebemos que três deles tiveram um pouco de dificuldade para

expressar o conceito de avaliação processual, sendo prolixos e não apresentando os atributos

essenciais do conceito.

As falas dos entrevistados foram colocadas entre aspas, em itálico e quando se

apresentam em mais de três linhas estão recuadas no texto.

Os conceitos de avaliação processual foram agrupados em duas unidades de análise e

destacados por meio de um atributo essencial do conceito.

Na primeira unidade apresentamos a ideia de registro/cobrança de fatura, relacionada

à concepção tradicional de educação, trazida por uma professora:

Atributo do registro

“Vejo assim, avaliar é construir o conhecimento, metodologias em sala de aula que

façam que o aluno estude e registre. Metodologia processual. Avaliação processual

é firmar o conhecimento através da pesquisa e da estimulação para o aluno buscar

o conhecimento ele mesmo. É registrar novamente”. (P4)

Bloom (1973) disse que a arte de avaliar se desenvolveu graças às possibilidades de

mensuração do conhecimento.

Um comportamento que envolve uma simples aquisição de conhecimento pode ser

medido com grande eficiência e economia, visto que é possível avaliar um extenso universo

de conhecimento apenas com uma amostra relativamente pequena de problemas e questões

nesta área. (p. 66).

O atributo essencial deste conceito parece estar no registro da memorização, ou seja,

uma forma do acadêmico devolver as informações repassadas pelo professor, as quais serão

corrigidas com exatidão. Não aparece o atributo referente ao acompanhamento do processo

ensino/aprendizagem.

Na segunda unidade, referente ao acompanhamento e à reflexão está inclusos os 9

professores.

Elencamos os conceitos citados pelos professores de acordo com um atributo essencial

deste.

Atributo de acompanhamento do processo

Apresentamos os conceitos de quatro professores:

“O processual favorece a interação verdadeira, olhar mais para o aluno.

Reconhecer a diferença e cada um tem seu tempo. Não entendeu o assunto, trabalha

com textos diferentes. É favorecer a interação entre professor e aluno, olhar mais

para o aluno, é acompanhamento do aprendizado desde que chegou até o final da

disciplina”. (P7)

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“É tu conseguires perceber a evolução do aluno. Não é avaliação de um

determinado momento, é um chek point, mas ao longo do período para ver se ele se

apropriou. Avalia o conjunto, para isso tem que mudar o formato de lecionar. Não

pontual: evoluindo o contexto do conhecimento, sempre retorna desde o início. Para

que ele consiga chegar no final depende do começo. Acompanhar o processo como

um todo”. (P10)

“Avaliação processual é aquela em que o aluno é avaliado do início do semestre até o

final do semestre, processualmente, não só no momento estanque na prova”. (P6)

“A avaliação é para acompanhar passo a passo o aprendizado do aluno, para não

ficar para o final, não deve ser feita somente no final do processo”. (P8)

De acordo com Hoffmann (2000), a avaliação é um instrumento de trabalho que o

professor usa para problematizar, questionar e refletir, constantemente, no sentido de

constatar dificuldades e necessidades, e principalmente o crescimento e emancipação dos

estudantes.

Percebemos nos conceitos expressos que o foco da avaliação não está centrado

somente no acadêmico, mas também no professor, ou seja, no processo de ensino.

Atributo de objetivos atingidos

Conceito citado por um professor:

“A avaliação processual para mim precisa ter começo, meio e fim, senão não é

processo. O que quero dizer: começo: é disparado algum propósito, onde se quer

chegar, um objetivo bem claro para o aluno e disponibilizado para o aluno. O meio:

como se desenvolve, é o desenvolvimento, de que maneira o conteúdo se desenvolve;

entender que um conteúdo é normalmente subsídio para o seguinte, continuidade. E

o fim é verificar se os propósitos foram atingidos, como verificar na passagem

deles, se serão promovidos, aprovados ou não para a próxima fase. É um processo:

o que, como e o que se espera da disciplina, é acompanhamento do aluno do início

ao final da disciplina”. (P1)

Coimbra (2002) nos auxilia na reflexão do conceito de avaliação, dizendo que deve

estar circunscrita ao foco pedagógico e da formação profissional, atingindo as ações do

professor, referentes aos métodos pedagógicos e as sequências das ações pedagógicas, bem

como ao desempenho escolar do estudante, visando seu perfil profissional e seu nível de

autonomia nos campos do saber e nas atitudes e competências requeridas pelo mundo do

trabalho.

Portanto, os objetivos estão no foco pedagógico e na formação profissional, que

deverão ser atingidos por meio das estratégias de ensino e da avaliação.

Atributo da avaliação relacionada ao ensino e a aprendizagem

Conceitos citados por dois professores:

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“É acompanhamento constante, sistemático da evolução desse aprendizado por

parte dos alunos. Poder acompanhar a evolução do que está sendo proposto na

relação do ensino e aprendizagem. É realmente um processo, não são situações

separadas”. (P9)

“Avaliação é um processo que não está separado do método de ensino, é uma

construção do trabalho a cada momento. Não vejo separado o ato de aprender e o

ato de avaliar, até aqui aprender e agora avaliar. É um processo contínuo”. (P5)

Para Silva (2004, p. 58), a “avaliação formativa-reguladora é um mecanismo

integrativo e regulador da prática docente e das aprendizagens, ocupando um lugar mediador

na ação educativa, sendo fonte de informações descritivas e interpretativas dos percursos e

dos conteúdos de aprendizagens dos pretendentes e das situações didáticas e da relação entre

ambos”.

Para Hoffmann (2000, p. 153): “Avaliação significa ação provocativa do professor,

desafiando o educando a refletir sobre as situações vividas, a formular e reformular hipóteses,

encaminhando-se a um saber enriquecido”.

Percebemos que os professores atrelam o conceito de avaliação aos conceitos de

ensino e aprendizagem, apresentando a preocupação com a evolução do acadêmico bem como

com os métodos de ensino. Parece que estes professores se preocupam com o plano de ensino

da disciplina, procurando correlacionar o processo de ensinar com a aprendizagem do

acadêmico, acompanhada por meio da avaliação. É possível que seu entendimento referente à

avaliação processual provocou esta mudança, ou seja, refletir sobre a organização e a

execução do plano de ensino.

Atributo da avaliação do ensino e do processo

Conceito citado por um professor:

“Avaliação é um processo, movimento, constantes mudanças. Processo que está em

movimento, significa incorporar, interagir, é dinâmico. Processo contínuo de

avaliação, em movimento, sempre interagindo com o meio, avaliando a avaliação,

avaliando o processo anterior, a prova anterior, e o processo, até o professor.

Avaliação processual é avaliação que tem que avaliar todos os momentos, não é

estanque, conteúdo aqui e cobrar. Processual vai avaliando o tempo todo, eu me

avalio porque eu mudo de um semestre para outro. Fui mudando a cada semestre”.

(P2)

De Sordi (2000) contribui com o entendimento de avaliação na educação superior, na

qual defende que “deva reger princípios pedagógicos que se diferenciem qualitativamente dos

até então hegemônicos e que se caracterizam pela reprodução, pela homogeneização, não nos

resta alternativa a não ser romper com o modelo positivista de avaliação que usamos e

abusamos [...]”.

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Para tanto, a autora diz que a perspectiva referente à avaliação deve ser proativa,

utilizada em favor da aprendizagem, do acadêmico, em favor de uma excelente formação

profissional. Também deve ser um instrumento útil a todos os envolvidos no processo

universitário, ou seja, para evidenciar os pontos fortes e vulneráveis de acadêmicos e

professores, possibilitando intervenções que diminuam estes hiatos.

Atributo do feedback

Conceito citado por um professor:

“Avaliação processual é muito vinculada com a ideia de processo de avaliação, de

avaliação permanente, não sei se permanente ou continuada, acho que continuada,

participativa. Avaliação é um conjunto de técnicas, para que se tenha referência da

qualidade do que se está desenvolvendo. Vejo a avaliação como um processo de

correção de rumo”. (P3)

Teodoro e Vasconcelos (2003) destacam que a avaliação é uma atividade pedagógica

de fundamental importância na docência universitária e que não entendem esta como uma

atividade que tem o objetivo de medir e controlar resultados do processo de aprendizagem,

verificar o que foi aprendido e fazer o julgamento dos resultados, e sim a avaliação é:

Em primeiro lugar, a capacidade de refletir sobre o processo de aprendizagem,

buscando informações (feedback) que ajudem os alunos a perceber o que estão

aprendendo, o que está faltando, o que merece ser corrigido, o que é importante ser

ampliado ou completado, como os aprendizes poderão fazer melhor isso ou aquilo e,

principalmente, como motivá-los para desenvolverem seu processo de

aprendizagem. (p. 105)

Estamos de acordo com estes autores e esta poderia ser a concepção de avaliação

processual, que poderá modificar nossas aulas universitárias, pois o processo de avaliação

estará integrado ao processo de aprendizagem, como elemento motivador e não como um

conjunto de provas e/ou trabalhos para verificar se o acadêmico passou ou não; o feedback ou

retroalimentação trará ao aprendiz informações necessárias e oportunas para desenvolver sua

aprendizagem; a utilização de técnicas presenciais ou não contribuirá para verificar se os

objetivos estão sendo atingidos; os vários integrantes do processo precisam do feedback:

acadêmico, professor, o grupo de colegas e o programa de ensino que está sendo

desenvolvido, pois todos estão envolvidos na aprendizagem e na aula universitária e precisam

saber se estão contribuindo no alcance dos objetivos acordados.

Por meio destas respostas evidenciamos o objetivo da pesquisa sendo alcançado,

identificando e analisando o conceito de avaliação processual dos professores da UNA CSA,

observando pouca apropriação deste, após três semestres de implantação do novo sistema de

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avaliação. Isto ficou evidenciado por meio da externação de geralmente um único atributo

essencial em cada conceito.

Concluímos, portanto que os conceitos de avaliação processual externados pela

amostra não demonstram conter os atributos necessários para que sejam classificados como

conceitos científicos, de acordo com Vygotsky. A maioria deles pode ser considerada

como conceitos em transição, pois apresenta alguns dos atributos essenciais, o que não lhes

permitiu externá-los;

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